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  • Eli Borochovicius

Diga-me com quem andas e lhe direi quem és


O ser-humano nasce, cresce e morre. Durante a fase de crescimento, desenvolve o corpo, o espírito e o que trataremos nesse momento: o intelecto. Aprende a falar, escrever, toma conhecimento da gramática, dos números, da ciência, biologia e física dentre tantos outros aprendizados gerais. Deixa a adolescência com a obrigação de decidir por um caminho mais específico, o levando a estudar em uma faculdade que o habilitará a exercer com primazia um determinado papel dentro da sociedade.

Neste período, testes vestibulares são impostos; com confiança, transcende seus limites e vence as primeiras barreiras. Surge então o primeiro dia de aula, momento de encontro com pessoas jamais vistas antes e que optaram pelos mesmos desafios, visando os mesmos objetivos.

Felizmente os “trotes” estão mais brandos e as primeiras aulas podem ser aproveitadas para a apresentação do professor aos alunos e vice-versa. Uma maioria, cada vez mais escassa, ainda considera esse dia dispensável e procura não estar presente, mas ignora a relevância de que se trata do dia em que serão apresentadas as regras do jogo.

Para a grande massa da população brasileira, assistir a um jogo de baseball, por exemplo, é cansativo e desinteressante, pois desconhece os objetivos, estratégias, penalidades e pontuações do jogo, e acaba por se sentir como uma “carta fora do baralho”.

Iniciar os estudos sem antes conhecer o professor, sua metodologia de ensino e bibliografia a ser usada pode ser uma analogia perfeita ao jogo de baseball. Não é à toa que qualquer relacionamento se inicia com a formalidade de uma apresentação, para tanto, não deixe de comparecer ao primeiro dia de aula.

Nesse dia o aluno se sente solitário, perdido talvez, se senta no local em que o permite ficar mais confortável e passa as primeiras semanas testando novos lugares, ao lado de novas pessoas.

Passadas duas ou três semanas, os alunos começam a se aglomerar por afinidade e após o resultado das primeiras provas é mágica a semelhança das notas que aparecem em cada pequeno grupo formado entre as quatro paredes da sala de aula, grupos estes, formados por indivíduos que compactuam de interesses comuns.

Assim, é fácil concluir, mesmo que hipoteticamente, que estar entre os alunos com as melhores notas é uma questão de escolha, assim como decidir por desfrutar com tranqüilidade das férias escolares ou recuperar o tempo perdido estudando para os exames.

Obviamente, pertencer a um grupo implica em partilhar dos mesmos gostos, estar presente nos mesmos lugares, conviver em harmonia desenvolvendo um vínculo cultural facilmente reconhecido por sua semelhança.

No entanto, se você está preocupado com uma boa formação e um futuro promissor, procure se cercar de pessoas que compactuem com esses mesmos objetivos, afinal de contas, “diga-me com quem andas, e lhe direi que és”.


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