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Professor: Anjo, Amigo, Deus ou Rei?


O professor universitário é a autoridade máxima dentro da sala de aula e cabe a ele a tomada de decisão da metodologia aplicada para atingir o seu grande objetivo que é o de fazer com que seus alunos compreendam aquilo que está sendo passado, reflitam, questionem e concluam, tornando a mensagem do professor como um aprendizado.

O professor, nesse contexto, é o líder da sala e por analogia, a metodologia aplicada é o estilo de liderança que usa. Dentre os diversos estilos de liderança, três podem ser destacados: liberal, democrático e autocrático.

O liberal é aquele que dá liberdade para o grupo tomar decisões e traçar as diretrizes, participando o mínimo possível do processo, costumeiramente fazendo colocações pontuais e direcionando o aprendizado. Aos olhos dos alunos esse é professor “Anjo” pois avalia com base nas discussões propostas em sala de aula e acredita que o aluno tem condições de assimilar o aprendizado sem imposições. Costuma aceitar todas as idéias propostas e faz elogios generalizados, sem distinção.

O democrático determina juntamente com o grupo quais as diretrizes a serem seguidas e procura um consenso sobre como deve ministrar suas aulas, buscando extrair do grupo a forma como melhor aprendem, flexibilizando as aulas para que sejam mais bem aproveitadas e menos exaustivas. O maior problema no uso desse estilo de liderança é que a maioria dos alunos busca facilidade e menor esforço para o aprendizado, onde a conseqüência é um resultado geralmente insatisfatório e com um processo de aprendizagem lento. Aos olhos dos alunos, trata-se do professor “Amigo” pois o importante para ele é um ambiente pacífico, descontraído, mas com os objetivos bem traçados. Procura analisar abertamente todas as discussões e se limita a elogiar com base na meritocracia, mas evita a punição.

O autocrático é aquele que determina as diretrizes e exige a obediência do grupo. Lembra os professores da antiguidade, “detentores do saber” e trabalha com uma certa distância a relação professor-aluno. Em muitas ocasiões esse estilo de liderança tem provado alto índice de eficiência, mas gera um ambiente hostil e impróprio para a atualidade, onde é importante buscar nos alunos o empreendedorismo e o raciocínio lógico. Aos olhos dos alunos é visto como “Deus” ou como “Rei” pois se limita a passar o seu conhecimento, exigindo que os alunos se esforcem para aprender.

Se o autocrático é visto como “Deus” ou “Rei”, qual diferença entre eles? A diferença básica se resume em simples, mas duras palavras: “Deus perdoa, Rei não”. Para bom entendedor, meia palavra basta. Procura trazer as informações prontas e costuma ser muito crítico e não mede esforços para a punição, valorizando ainda mais o elogio, que raramente aparece.

O ideal é que o professor, como líder da sala, conheça melhor os seus alunos e utilize, além dos seus conhecimentos, os diferentes estilos de liderança para cada diferente situação.

Desta forma, o mercado será abrilhantado com um profissional de qualidade, que passou por uma universidade onde pôde receber as instruções, refletir, questionar e de fato, aprender.


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