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  • Eli Borochovicius

Ética: uma questão de educação, respeito e bons modos


Ultimamente temos ouvido falar demais em ética, mas o que vem a ser ética?

Ética vem do grego “ethos”, significa costumes e tem por objetivo propiciar uma convivência intergrupo pacífica. É na verdade a exteriorização da conduta humana dentro da sociedade, seguindo regras formais coercitivas e informais facultativas.

Um exemplo de regra coercitiva é a Lei, as pessoas devem cumprir as Leis para viver harmoniosamente em sociedade. Pedir licença, já é um exemplo típico de regra informal, onde as pessoas cumprem em sinal de respeito. Não existe nenhuma lei que o obrigue a pedir licença, nós o fazemos por educação. ​

No mês passado, acompanhei uma negociação com uma construtora em Campinas e é incrível como o mercado imobiliário, apesar de contar com muitas empresas e profissionais sérios, é merecedor da má fama que possui.

Uma imobiliária, que tem por objetivo aproximar vendedor e comprador prestando os esclarecimentos legais com base em todo o processo da negociação, apresentou um imóvel ao seu cliente, que não efetivou a compra em função do alto preço. ​ Como a imobiliária recebe uma taxa pelos serviços prestados, uma forma encontrada pela construtora de manter o seu preço e efetivar a venda, foi convidar o cliente a negociar sem a presença da imobiliária.

O primeiro comportamento anti-ético aparece aqui, onde uma empresa, para fechar o negócio, passa por cima da outra ao invés de buscar uma solução conjunta. O cliente também seria anti-ético se aceitasse a proposta sem comunicar o ocorrido à imobiliária. ​ Durante a negociação, os funcionários da construtora garantiram como benefícios do empreendimento a possibilidade de customização da área interna sem custos adicionais e a possibilidade de aquisição de móveis a preço de custo com uma loja parceira, além de outras pequenas vantagens menos atrativas. Como o empreendimento era vendido com duas vagas de garagem, foi oferecida a grande vantagem de uma terceira vaga.

Não preciso nem dizer que na internet o empreendimento já anunciava três vagas. Ao término da negociação e próximo à assinatura do contrato no mesmo mês, não era mais possível customizar o imóvel, a loja de móveis “findara” a parceria e as três vagas de garagem não existiam mais. ​ A promessa de envio do contrato por e-mail com antecedência não foi cumprida. Posteriormente foi possível entender que se tratava de estratégia mal-intencionada da construtora, pressionando o cliente eufórico pela aquisição do imóvel a assinar o contrato cujos valores não eram os combinados, dentre outras irregularidades que normalmente não são percebidas quando aflorado o sentimento de ansiedade na realização do sonho da casa própria.

Felizmente empresas como a construtora em questão não deve durar muito tempo já que o empresariado campinense tem buscado o comportamento ético em suas tratativas, respeitando o consumidor cada vez mais exigente e menos inocente. ​ Seja ético e exija ética dos seus clientes e fornecedores, só assim, poderemos ter uma convivência intergrupo pacífica, justa e perfeita.


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