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  • Eli Borochovicius

Prova para que?


A palavra P-R-O-V-A normalmente assusta. Por mais preparado que esteja o aluno, ao saber que o dia da prova está próximo, começam os “friozinhos” na barriga, não é verdade? ​ Existem muitas formas de se avaliar o desempenho do aluno, embora na minha visão a prova não seja a melhor, nem a única, é com base nela que as instituições de ensino avaliam, eventualmente cumprindo o que rege a legislação vigente. ​ A prova é apenas uma ferramenta que aufere a qualidade de aprendizado do aluno, que está sendo colocado, como o próprio nome diz, à prova. ​ É o momento em que o aluno pode demonstrar, comprovar, revelar o seu nível de conhecimento. Para que esta premissa seja verdadeira, tenho o costume de aplicar uma prova no primeiro dia de aula - que obviamente a nota não é computada para efeito de resultado - e a mesma prova ao término do semestre. ​ Não surpreendentemente, os erros são substituídos por acertos e então fica clara a percepção de crescimento intelectual promovido pela instituição de ensino através das práticas de ensino do professor. ​ Ao fazer uma prova, é importante que o aluno tenha a consciência de que a sua capacidade de armazenar informações está sendo testada. A nota da prova, no entanto, demonstra numericamente o resultado do grau de aprendizagem.

​ Se o professor que prepara a prova, questiona os pontos mais importantes da matéria lecionada, uma nota 7,0 (sete), por exemplo, demonstra que o aluno assimilou 70% das informações e precisa buscar os 30% restantes. ​ Muitas universidades aprovam os alunos com uma nota média semestral 5,0 (cinco). Considerando que os professores costumam compor a nota com prova e trabalhos valendo 30% da nota, é plausível dizer que os profissionais formados estão sendo alocados no mercado com um aproveitamento abaixo de 30% em provas. ​ A matemática é simples: Se o aluno tem 3,0 pontos de trabalho, faltam apenas 2,0 pontos para atingir a média 5,0. Se uma nota 7,0 equivale a 100% de aprendizagem, 2,0 equivale a 28,57%. ​ Essa facilidade na aprovação reflete o despreparo dos profissionais formados que chegam ao mercado de trabalho. Pouca exigência das instituições de ensino e lamentavelmente pouca exigência por parte dos profissionais que deveriam se preocupar com a sua formação. ​ Para evitar notas baixas em provas e fazer valer o tempo despedido com as aulas presenciais, é importantíssimo que o aluno estude diariamente a matéria lecionada e questione as suas dúvidas no início da próxima aula ao invés de deixar para estudar no dia que antecede a prova. ​ Vamos combinar que para cada dia de estudo, você ganhe um pacote de bolachas recheadas. Supondo que você não tenha problemas com doces, você comeria um pacote de bolachas diariamente até o dia da prova? Logicamente que isso seria possível. ​ Mas ao invés de comer o pacote diariamente, vamos deixar para comer todos os pacotes no dia que antecede a prova: será que comeria os 50 pacotes acumulados? Provavelmente não. Ainda assim, se o fizesse, certamente teria uma indigestão. ​ Procure fazer uma boa prova, demonstrando boa capacidade de assimilação do conteúdo em aula, faça a prova tranqüilo e ciente de que é apenas um momento de reflexão e de exteriorização daquilo que você já sabe.


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