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  • Eli Borochovicius

Melhor & Pior


Em uma conversa por telefone, ouvi de uma pessoa que considero demais e o tenho como referência de ser-humano, que ele vem de uma escola elitista. ​ Elitista é uma pessoa partidária ao elitismo, um sistema que favorece uma elite, que é o que de melhor há na sociedade. ​ O que ele quis dizer é que não se contenta com pouco, buscando superar os seus limites e sair da zona de conforto por si próprio, sem a necessidade de um “empurrãozinho”. ​ Cada pessoa deve transcender os seus limites, vencer os obstáculos que surgem e encontrar a melhor forma de conduzir a vida com retidão, em prol de uma sociedade mais justa e perfeita. ​ Elite nada tem a ver com a quantidade de dinheiro ou o patrimônio conquistado, mas com a riqueza de espírito e de civismo, sempre buscando o melhor. ​ Ser elitista não significa ser melhor que os outros, mas ser melhor que você mesmo, conhecer as próprias fraquezas e digladiar com elas vislumbrando uma vitória honrosa. ​ O filme Tropa de Elite mostra, dentre tantas ouras coisas, a diferença entre a polícia “convencional” e a polícia do BOPE – Batalhão de Operações Policiais Especiais. É um círculo de homens que se diferenciam por não aceitarem a corrupção, por cumprirem orgulhosamente as suas funções com galhardia e acima de tudo por se prepararem para serem de fato os melhores e não somente reconhecidos como os melhores.

​ Pergunto quem é você e o que você quer ser? Prefere ser uma cabeça de peixe ou um rabo de tubarão? Prefere ser o melhor dos piores ou o pior dos melhores? ​ Convenhamos, ser o melhor entre os piores é muito mais simples; mas é isso o que buscamos ou será que estamos nos enganando “parecendo” estarmos por cima da carne seca? ​ Ser o pior entre os melhores também não é nada confortável, mas as perspectivas de crescimento são nítidas e o desafio de auto-superação enriquece a alma. ​ Richard Bach, em seu romance “Fernão Capelo Gaivota” conta a história de uma gaivota que não se contentava em usar suas asas apenas para se movimentar. Com muito esforço aprendeu acrobacias e transcendeu a uma sociedade de gaivotas, apaixonadas pelo vôo. ​ Max Gunther, em seu livro “Os axiomas de Zurique” diz que preocupação não é doença, mas sinal de saúde e se você não está preocupado é porque não está arriscando o bastante. ​ Para que esteja ente os melhores é necessário que batalhe contra as dificuldades, supere a dor do aprendizado com humildade, vença o medo e permaneça desvendando o desconhecido.


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