• Professor Boro

A moda agora é Educação Financeira


Educação Financeira não é saber se o homem deve ou não pagar a conta de sua convidada ao término do jantar, tampouco a forma e o procedimento correto a ser adotado ao solicitar um empréstimo ao amigo.

Educação Financeira é conhecer os produtos existentes no mercado e aprender a administrar as entradas e saídas de caixa, possibilitando o pagamento das contas necessárias, a aquisição de bens de consumo e o investimento do dinheiro não utilizado.

Todo mundo sabe que o princípio básico de uma economia saudável é gastar menos do que se recebe, mas o que nem todo mundo sabe é como aumentar as receitas e diminuir as despesas.

Antes de falarmos de administração financeira, é importante deixar claro que não existe idade para começar a entender de dinheiro, tanto isso é verdade, que existem cursos voltados para as crianças, a exemplo dos cursos “The Money Camp”, presente no Brasil desde 2006, que se diferenciam pelo dinamismo e aplicabilidade.

É comum encontrarmos crianças questionando aos seus pais o custo dos brinquedos antes de pedi-los. As crianças compreendem que o pressuposto da aquisição daquele brinquedo é a árdua conquista do dinheiro.

Ao invés de espernear, buscam soluções diferenciadas para saciar seus desejos.

A geração dos anos 80, que começa a ocupar cargos importantes nas empresas, não teve a felicidade de aprender sobre dinheiro na infância, adolescência ou juventude. Um dos motivos é que a cultura que receberam de seus pais era a de gastar imediatamente o que se recebia ou de alocar os recursos em poupança, dado o colossal processo inflacionário do período no Brasil. Em função das guerras, a educação que receberam de seus avôs era a de guardar o dinheiro em espécie ou metais, escondidos, para que pudessem ser rapidamente utilizados em casos emergenciais.

Esses profissionais vivenciaram a mudança gradativa da economia e hoje conversam sobre operações de hedge, contratos de câmbio, bolsa de valores, bolsa de mercadorias e futuros, créditos, debêntures, fundos de investimentos, enfim, uma linguagem que até poucos anos atrás era tida como exclusiva dos economistas.

Apesar da baixa qualidade de muitos cursos universitários, percebe-se uma clara movimentação no sentido de inserir o jovem no mundo financeiro, incluindo nas grades curriculares, matérias como: matemática financeira aplicada, administração financeira, mercado financeiro e mercado de capitais.

Como para tudo na vida existe um limite, é importante que a busca pela administração do dinheiro não seja uma neurose, mas uma parte do processo educacional.

Se para você o mundo financeiro ainda é chato e despreocupante, está na hora de rever os seus conceitos e buscar rapidamente conhecimento sobre o assunto, afinal de contas, administrar bem o dinheiro está se tornando cada vez mais necessário.


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