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  • Eli Borochovicius

Colei na prova, mas sou inocente!


O comportamento do universitário dentro de sala de aula muitas vezes traduz o seu real temperamento e possibilita uma análise, mesmo que superficial, do seu comportamento profissional.

Existe o aluno questionador. Alguns buscam respostas para as suas dúvidas e incompreensões, outros preferem questionar para simplesmente aparecer ou mesmo se fazer presente em aula, mas existem também os que perguntam por sadismo ou para colocar o professor, autoridade máxima em sala de aula, em situação desconfortável, menosprezando-o e por conseqüência, buscando uma falsa sensação de vitória e superioridade.

Esta última reflete não somente a incapacidade de lidar com a hierarquia ou submissão, mas também a falta de discernimento dentro de um padrão de sociedade. É o tipo de profissional que possivelmente “puxará o tapete” do colega para receber uma promoção ou evidenciará defeitos do próximo para a autopromoção, ao invés de brigar de igual para igual demonstrando as suas virtudes. Ridicularizar o companheiro, além de desrespeito, é um sinal de falta de ética, onde a preservação da imagem é um princípio fundamental.

São muitos os outros padrões de comportamento como o “do contra”, o tímido, tagarela, sabe-tudo, extrovertido, o briguento, dentre tantos outros, mas o que preocupa muito é o desinteressado. Em geral é aquele que não se interessa pela aula, acredita que não receberá nenhuma informação nova ou está priorizando outras atividades.

É o perfil do profissional que dificulta o trabalho em grupo, ausentando-se dos encontros, em geral é descompromissado com os propósitos que não lhe tragam benefícios diretos e prioriza projetos pessoais.

Considerando que moral é a forma de conduta humana interior diretamente relacionada à consciência pessoal, pequenos desvios de conduta dentro da escola podem revelar a personalidade do profissional que alimentará o mercado.

Um exemplo típico é a cola. O aluno que cola em uma prova é porque não se

preparou adequadamente para o exame previamente agendado, está inseguro de sua capacidade ou acredita que exista uma maneira mais simples de conseguir êxito em suas empreitadas, sem a necessidade de um esforço pessoal. Logicamente não estamos tratando de casos isolados, mas daqueles cuja cola seja uma ferramenta usada com freqüência considerada anormal.

Não existe nenhuma inocência no uso deste subterfúgio em momento de desespero, mas é importante que não se torne um vício pois repercutirá na formação do profissional.

Seja no mundo acadêmico, seja no profissional, o ser-humano é um só, por este motivo, a recomendação é que o padrão moral e ético seja observado com bastante cautela.


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