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  • Eli Borochovicius

Jovens no mercado


Quando o jovem começa a trabalhar e entender que a sobra de caixa deve servir para investimento e não para o consumo, seja ele qual for, é que as dúvidas começam a surgir.

No passado, era natural que os primeiros investimentos da chamada “Geração X” (pessoas que nasceram nas décadas de 60 e 70) fossem direcionados à poupança. Afinal, a educação e exemplos que se tinha em casa refletiam a preocupação com a alta da inflação e os resquícios da Segunda Grande Guerra. Na época, prezava-se pela redução de riscos, em função das intempéries macroeconômicas.

Essa geração cresceu e acompanhou o desenvolvimento do mercado, quebrando o paradigma de que bom investimento é aquele na poupança do banco onde o gerente é o grande amigo. Já a nova geração de jovens, chamada “Geração Y” (nascidos nas décadas de 80 e 90), consegue chegar ao mercado de capitais, mas com dúvidas e afoitos por informações que supram suas necessidades como investidores principiantes.

As universidades incluíram em seus currículos matérias relacionadas a finanças, como administração financeira e mercado financeiro e de capitais. Vale chamar a atenção neste momento para as aulas de Educação Financeira que já estão sendo oferecidas nas escolas de ensino fundamental e médio, a exemplo do programa oferecido pela The Money Camp (www.themoneycamp.com.br) às crianças a partir de oito anos de idade. Ou seja, a próxima geração está chegando já com bons conhecimentos de mercado.

As dúvidas das novas gerações

Enquanto a Bolsa de Valores vinha mostrando fortes altas, tudo era motivo de festa. Os estudos sobre o mercado de capitais passaram a se intensificar depois do subprime americano, mesmo que a crise tenha passado pelo Brasil como uma “marolinha”. O jovem, preocupado com a atual situação, começou a questionar o que fazer com a Bolsa caindo.

A resposta? Ora, se sabemos que o melhor negócio é comprar um bem no melhor preço, quando a Bolsa cai, é momento de comprar. E se cair mais? Compre mais, aproveite a super promoção! Pode cair mais um pouco? Sim, e compre mais. “Tá barato pra caramba!”

Para o investidor de longo prazo, o ideal é sempre comprar as ações em baixa, desde que consiga enxergar futuro para empresa da qual decidiu ser sócio. A variação de curto prazo é importante somente para quem especula no mercado, não para quem pensa em receber os dividendos da empresa e se desfazer do negócio muitos anos à frente.

É importante entender que comprar ação implica em ser sócio de uma empresa e, para tanto, receber os lucros dela. Se você acredita na empresa, por que se preocupar com as variações das ações em curto prazo? Mas cuidado, a dica vale para quem realmente acredita no futuro promissor da empresa.

Bom investidor é aquele que analisa a companhia, acredita nela, investe, acompanha o seu desempenho e recebe os lucros, diferentemente do bom especulador, que passa o dia em busca de boas oportunidades de mercado e se apropria de informações, sejam fundamentalistas ou grafistas, para acertar o palpite.

De uma forma ou de outra, hoje o jovem faz parte do mercado e de uma geração que acredita que investir em grandes empresas pode ser um importante passo para a sua saúde financeira.


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