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  • Eli Borochovicius

Pequeno Investidor


É natural que surjam dúvidas com relação ao tipo de investimento que deve ser feito. Essas interrogações são comuns, sobretudo, para quem está começando a guardar dinheiro e já percebeu que a rentabilidade da poupança é inexpressiva. O maior problema, no entanto, depois de decidido o grau de risco do investimento, é tomar decisões com base no montante disponível. Normalmente, especialistas dizem que para investir na Bolsa é importante começar com R$ 10 mil, o que é questionado por muitos investidores. A resposta mais comum e relevante é a diversificação de risco, mas acho importante que o pequeno investidor entenda melhor sobre os custos mensais que interferem no bom desempenho do seu investimento.

Vejamos! Suponha que o investidor compre um lote de 100 ações, pagando um montante de R$ 1 mil, ou seja, R$ 10 por cada uma delas. Sabendo que é necessário pagar uma taxa de corretagem e supondo que esta taxa seja de R$ 20, o investidor possui R$ 1 mil em ações menos R$ 20 da taxa de corretagem. Considerando que o mercado seja promissor e que as ações tenham uma alta de 3% no mês, podemos dizer que cada ação passou a valer R$ 10,30. Assim, se o investidor possui 100 ações, calculamos que, neste momento, o valor acumulado é de R$ 1.030,00 menos R$ 20,60, que é a taxa de corretagem acrescida dos mesmos 3% (afinal, se pago R$ 20 de corretagem, deixo de aplicar este valor e, por isso, devo considerar o meu custo de capital).

O passo seguinte é a manutenção das ações em carteira. Para tanto, o investidor deve pagar R$ 10 de custódia, além de pequenas taxas, como a de liquidação, que é de 0,006%, cobrada pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia). Desta forma, é possível dizer que ao final do mês o investidor possui pouco menos de R$ 999,40, valor inferior ao investido. Agora, se o capital investido nas mesmas condições fosse de R$10 mil, a remuneração seria de R$ 300,00. Assim, mesmo com a redução dos mesmos R$ 30,60 e das demais taxas, a operação resultaria em lucro.

Vale salientar que os percentuais apresentados, as contas realizadas e os resultados obtidos são hipotéticos e nem sempre representam a realidade do mercado. Entretanto, servem como base de reflexão para compreender a relevância dos custos fixos em relação ao investimento de pequenos montantes. A recomendação para os pequenos investidores é que iniciem sua poupança em Renda Fixa e migrem para a bolsa assim que juntarem uma quantia mínima que justifique a entrada no mercado de capitais.

Uma boa opção de Renda Fixa são os papéis do Tesouro Direto, que também podem ser adquiridos pela corretora de valores. Além da rentabilidade ser normalmente superior à apresentada pela poupança, o investidor já vai criando a cultura de guardar dinheiro e um vínculo com a corretora, responsável por prestar todo o suporte ao investidor.


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