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  • Eli Borochovicius

Acionista consciente


Tem sido cada vez mais comum encontrar pessoas extremamente interessadas em investir na Bolsa de Valores, mas que não desejam correr o risco de perder o dinheiro investido. Bom, também deve ter muita gente por aí querendo ganhar na loteria sem ter que gastar dinheiro com as apostas, assim como uma série de pessoas querendo deixar a vida de executivo para viver como empresário, sem o risco do negócio não dar certo. Milagre não existe! Um golpe de sorte, talvez. É de suma importância que o investidor compreenda que investir na Bolsa implica em assumir o compromisso de um sócio capitalista de uma empresa. Apesar de não trabalhar nela, é importante que analise os indicadores financeiros e cobre os resultados. Para isso, é desejável que o investidor tenha conhecimento, de alguns documentos como, por exemplo, o da companhia na qual está investindo. O investidor não precisa dos mesmos conhecimentos dos profissionais de mercado, mas é fundamental que tenha uma noção macroeconômica, que o permita tomar as decisões estratégicas de seus investimentos. Observo, no entanto, que a grande maioria desses interessados em aplicações no mercado de capitais demonstra um certo pavor em relação à contabilidade. Mas é impensável transmitir a responsabilidade da tomada de decisão do seu investimento. É o seu dinheiro que está em jogo e, para tanto, parece razoável atribuir a responsabilidade do veredicto final a você. Apesar dos analistas de mercado publicarem suas conclusões e as corretoras disponibilizarem seus operadores, devidamente registrados na CVM (Comissão de Valores Mobiliários), para auxiliarem o investidor na sua tomada de decisão, quem decide ainda é o investidor. Para começar a investir no mercado de capitais, é importante que o pequeno investidor, em especial os iniciantes, tenha clareza dos riscos e custos das operações e que aceite possíveis perdas em detrimento do conhecimento a ser adquirido. Até que o ambiente se torne confortável, é natural que surjam algumas dúvidas e que boas oportunidades sejam perdidas, mas a persistência se faz necessária para que o sucesso comece a aparecer. Dito isso, concluo que o investidor deve começar na Bolsa com cautela e com valores que não comprometam suas responsabilidades financeiras até que se acostume com o mercado de capitais e se sinta confortável em desenvolver operações com base nas análises financeiras. De forma bastante simplista, não se deve ir com muita sede ao pote e é aconselhável que o investidor busque não apenas conhecer o mercado de capitais, mas também a empresa da qual pretende ser acionista. Ser acionista consciente é ter clareza dos motivos que o levam a investir na empresa, acompanhar o seu desempenho através da área de RI (Relações com o Investidor) e cobrar resultados.


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