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  • Eli Borochovicius

Verbos do dinheiro


Dinheiro é para ser guardado, certo? A resposta comum, até alguns anos atrás, era sim, sem a menor sombra de dúvida. Guardar era seguro e evitava danos à saúde financeira nos momentos de intempéries. Mas, atualmente, o verbo mais propício para o uso do dinheiro é investir.

A diferença básica é que guardar significa manter o dinheiro a postos para os imprevistos, e investir, colocar o dinheiro para circular, servindo para o fomento da economia e financiamento de atividades empresariais, de curto ou de longo prazo.

O mercado financeiro está regulado e autorregulado, as informações, melhor disseminadas, os produtos oferecidos são variados, atendendo aos mais diversos perfis, e o investidor está mais bem educado financeiramente. Tudo isso contribui para a fortificação do sistema financeiro e garante maior conforto ao investidor, que disponibiliza seu resíduo de caixa, vislumbrando melhoria na rentabilidade dos seus recursos.

Guardar e investir, porém, não basta. Consumir também é preciso para que tenhamos uma economia saudável. Afinal, dinheiro serve para trazer conforto, bem-estar, além de realizar alguns de nossos sonhos.

Considerando que consumimos produtos e serviços, alguns emergentes, outros nem tanto, classifico os consumos em: necessidades básicas, educação e lazer. As necessidades básicas são aquelas que permitem a sobrevivência,

considerando também o que se gasta para o exercício da profissão, como exemplo: energia elétrica, água, luz, gás, telefone, internet, condomínio, alimentação, transporte e vestuário.

As contas de educação são aquelas que permitem ao indivíduo melhorar a sua situação intelectual, seja por uma satisfação pessoal, seja por dever profissional. Nelas estão englobados os gastos com cursos regulares, cursos profissionalizantes, assinaturas de revistas e jornais e compra de livros. São valores que devem ser considerados sempre no fluxo de caixa familiar.

Já o lazer se faz necessário para a descompressão dos desafios diários. Deste nicho fazem parte os custos com teatro, cinema, show, clube, viagem, bar, restaurante etc.

E qual a quantia ideal destinada para cada segmento de consumo? Uma conta que pode ser feita, apesar de não ter sido objeto de pesquisa científica, é tomar por base a soma das receitas líquidas da família e gastar 60% em necessidades básicas, 10% em educação e 10% em lazer.

Também é importantíssimo que 10% do valor total das receitas líquidas sejam destinados aos investimentos, diversificando os riscos. Do total, 5% precisam ser guardados, mesmo que em aplicações financeiras de alta liquidez e baixíssimo risco, para suprir a falta momentânea de caixa.

Para um bom observador, não necessariamente um grande matemático, foram somados os percentuais e chegado ao resultado de 95%. E os 5% restantes? Podem ser destinados a outro verbo do dinheiro, que vem se intensificando ao longo dos últimos anos e que, não muito raro, traz um enorme prazer ao indivíduo: doar.

Para conquistar a estabilidade financeira, é recomendável que o indivíduo tenha um padrão de vida que o permita usar os quatro verbos do dinheiro: guardar, investir, consumir e doar.


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