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  • Eli Borochovicius

Endividados


Endividado sim, inadimplente não! Este é o slogan mais comum daqueles que justificam despesas maiores que as receitas. Uma vez que não existe capacidade financeira para satisfazer seus desejos, parcelar é a solução.

É desta forma que muitos de nós adquirem ou já adquiriram bens de valores altos, como automóvel, moto ou casa, e de valores menos significativos, como roupas, remédios, alimentos e materiais de limpeza.

O endividamento é o pagamento futuro de um bem adquirido no presente, a uma determinada taxa de juros, com recurso tangível ou intangível de terceiros. A inadimplência é a falta do pagamento da dívida. Mas por que as pessoas contraem dívidas?

No caso da pessoa jurídica, o capital de giro é necessário. Por isso é estruturado um departamento financeiro com tesouraria e controladoria. A aquisição de máquinas ou equipamentos, o aumento de um turno para atendimento da demanda, estoque, pesquisa e desenvolvimento são algumas das razões que levam uma empresa a se endividar. Já para a pessoa física o principal motivo é o desejo pela aquisição de um bem. Para evitar este problema, é preciso mudar o comportamento de consumo. O erro mais comum é a compra por impulso, ou seja, aquisição de um bem por desejo e não por necessidade.

É comum encontrar também gente compulsiva, que cria o hábito de gastar ao invés de investir. São aqueles que enxergam o dinheiro em forma de objetos e têm uma grande dificuldade em administrar a existência dele em uma conta de investimento, por exemplo.

Existem os otimistas, que acreditam na possibilidade do pagamento da dívida desconsiderando os imprevistos sociais, como gastos com saúde; econômicos, como o aumento da taxa de juros e o processo inflacionário; financeiros, como a perda de um emprego; e, inclusive, materiais, como a necessidade de um reparo do automóvel ou da casa.

Há também os que tomam decisões precipitadas no momento da compra, cometendo erros que os obrigam a desembolsar verbas maiores para corrigirem o erro anterior.

Além disso, não é raro encontrar endividados por negligência. Eles entendem o seguro como um gasto e não como proteção. Um exemplo comum é o trabalhador de baixa renda, que assume o risco de trafegar com dinheiro em espécie para evitar as tarifas cobradas pelos bancos.

Comumente, encontramos no Brasil o pequeno empresário que se aventura nos negócios sem conhecimento do ramo, tampouco em finanças. Não é à toa que uma boa parte das pequenas empresas no País encerra as atividades em período inferior a cinco anos. Normalmente fazem contas sem o menor conhecimento de taxas de juros, implicações legais, tributárias e administração financeira.

Independente do motivo que leva uma pessoa a se endividar, é bom lembrar que receber juros é sempre melhor do que pagar, inadimplente ou não!


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