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  • Eli Borochovicius

Orçamento


A palavra orçamento normalmente assusta muita gente em função do stress que causa anualmente, em especial, no período de sua preparação. Existem vários métodos orçamentários: o empresarial, que é baseado nos dados contábeis; o contínuo, que é a renovação do período concluído e sua replicação; o base zero, que funciona baseado no planejamento estratégico; o método flexível, com a projeção dos recursos para vários níveis de atividade; o por atividades, que é um orçamento fundamentado em projeção por meio de direcionadores, como o Activity Based Costing (ABC) e Activity Based Management (ABM); e o orçamento perpétuo, que traz a projeção da relação causa versus efeito entre os processos.

De acordo com Tavares (2000), cada unidade da empresa deve refletir sobre o seu papel no futuro da companhia e o materializar em objetivos e ações que pretende desenvolver no sentido de alcançá-los.

Fazer o orçamento simplesmente para o controle de gastos, como não muito raro se aplica nas empresas, é desperdiçar um sistema de controle eficiente de adequação dos objetivos de cada departamento com a estratégia globalizada da empresa.

O modelo genérico de processo orçamentário proposto por Clóvis Padoveze em seu livro Planejamento Orçamentário se inicia com a preparação proposta pela área de controladoria, passa pelas unidades para sugestões, faz-se o ajuste e, então, a controladoria conclui, elabora, controla e reporta às unidades. ​

Em modelos mais participativos é possível que o processo orçamentário se inicie com a preparação feita pelas unidades, em especial se possuírem seu planejamento detalhado e coadunando com o planejamento estratégico empresarial.

O orçamento é distribuído basicamente em três grandes planos: operacional, incluindo vendas, produção, compras e despesas departamentais; investimentos e financiamentos, compreendendo materiais indiretos, mão de obra direta e indireta, depreciações e gastos gerais; e caixa com projeção de receitas, fluxo de caixa, balanço patrimonial e demonstração do resultado do período orçamentário.

É muito comum ouvirmos sobre as Diretrizes Orçamentárias. Apesar de ser um nome robusto, a explicação é bastante simples: trata-se das informações que deverão ser observadas na elaboração do orçamento.

Como o remanejamento de valores entre contas orçamentárias é intolerável por muitas empresas e as liberações de verbas estão condicionadas a sua existência no orçamento, é possível que as corporações utilizem o orçamento como uma ferramenta para “forçar” a redução de custos e despesas, principalmente aquelas abusivas. A consequência é, normalmente, a maximização dos recursos e a garantia de um processo de sustentabilidade não observado enquanto o “dinheiro corria solto”.

Se para as empresas o orçamento é fundamental para a garantia de que as unidades estarão agindo em busca dos objetivos propostos, para a pessoa física, fazer orçamento é um bom passo para que o planejamento financeiro se concretize.

Obviamente não se faz necessário iniciar com alto grau de complexidade! Mas se a família conseguir preparar um orçamento para cada membro, considerando gastos fixos e variáveis, separados por contas como lazer (restaurantes, baladas, TV a cabo), educação (escola, cursos, jornais e revistas), alimentação (supermercado), necessidades básicas (água, energia elétrica, gás) e demais gastos, é bem provável que sobre dinheiro para os investimentos.


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