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  • Eli Borochovicius

Obras causam transtornos aos moradores da RMC.


Obras de melhoria são necessárias e muito bem-vindas. Mas será que todas elas, ocorrendo ao mesmo tempo, são o ideal e de fato necessário?

A Concessionária Rota das Bandeiras, responsável pelas rodovias que formam o Corredor Dom Pedro I, informa que está com um plano de ação para desmonte de um bloco de rocha de 15 mil m³, localizado no km 136 da Rodovia Dom Pedro I, cuja previsão de término, em novembro de 2013, era de 45 dias, isto é, janeiro de 2014.

Passadas duas semanas do mês de janeiro, foi noticiada a interdição por dois meses, o que significa o não cumprimento do prazo inicial e livre acesso postergado para o mês de março.

Pelas notas da empresa, é perceptível a preocupação com o cumprimento da lei, normas de segurança e sinalização, assim como identificamos investimentos em monitoramento e recuperação das passarelas, mas o fato é que Campinas parou!

As previsões brasileiras comumente não são cumpridas e aceitamos com a maior naturalidade, enfrentando transtornos por um prazo muito maior do que o necessário.

Os atrasos em obras públicas favorecem a assinatura de aditivos contratuais, permitindo que haja elevação do preço das obras em andamento. Não podemos acusar as empresas quanto ao descumprimento contratual ou incitar que os aditivos sejam ferramentas utilizadas para justificar o ajuste orçamentário de um custo inicial reduzido para vencer a licitação, especialmente sem fundamentação documental.

Seria interessante, no entanto, que houvesse maior transparência por parte dos envolvidos justificando os motivos que levaram aos atrasos previamente planejados.

Além disso, a exemplo do ocorrido com a BR101, em que o projeto inicial previa uma pista sobre um lago e encareceu em 13 milhões de reais, segundo a Controladoria Geral da União, para que fosse feito o desvio, paira a dúvida se as pedras no caminho da Rodovia Dom Pedro I não são resultados de projetos malfeitos ou um subterfúgio para a manipulação de gastos.

É natural que haja a fiscalização pelos órgãos competentes para verificar a inexistência de superfaturamento das obras, possibilidade de desvio de materiais, que costumeiramente atrasam as obras ou até mesmo materiais compreendidos em contrato, cobrados e não utilizados.

O problema é que a informação não chega aos cidadãos da forma mais adequada, permitindo que haja desconfiança quanto ao que está sendo entregue à população.

Existem, na proximidade do km 136, três instituições de ensino (PUC-Campinas, UNICAMP e FACAMP), dois hospitais (Madre Theodora e HC Unicamp), três supermercados atacadistas (Makro, Tenda e Atacadão), a Centrais de Abastecimento de Campinas (CEASA) e um shopping (Parque Dom Pedro), dessa forma, não me parece necessária nenhuma fundamentação numérica para justificar o número exacerbado de veículos que trafegam em horários de pico nesses trechos, basta o bom senso.

A Rodovia Dom Pedro I é caminho para outros dois shoppings centers, empresas de material de construção, condomínios residenciais e empresariais e faz a ligação entre as cidades vizinhas, contando com outras três rodovias próximas: Anhanguera, Bandeirantes e Santos Dumont.

O entroncamento das rodovias Dom Pedro I com a Anhanguera, em horário de pico, já está insustentável e insuportável em função do elevado número de veículos e, com o fechamento das alças de acesso, está intransitável.

Enquanto os veículos estão parados, gerando congestionamento, os motores estão funcionando, emitindo mais gases na atmosfera. O motor gira e o combustível se esvai, como se já não bastassem os preços exorbitantes que pagamos no abastecimento.

Há, ainda, caminhões parados. Dessa forma, é possível que os custos dos transportes também sofram aumento.

Trânsito parado potencializa a possibilidade de assaltos em rodovia, mas o patrulhamento no local, à primeira vista, não foi reforçado. Para os mais atentos e preocupados com a segurança pessoal, o estresse aumentou.

Para chegar ao destino em tempo, é necessário que o cidadão saia mais cedo do local de origem, abdicando do tempo anteriormente destinado aos negócios, à família ou ao sono. De uma forma ou de outra, a qualidade de vida é prejudicada.

Para piorar, a temperatura está alta e a umidade do ar baixa, tornando a viagem mais desconfortável.

Questiono-me se depois de tudo isso, teremos fluidez no tráfego e se as obras estão seguindo rigorosos padrões de qualidade para que não seja necessário, brevemente, recapeamento ou quaisquer outros reparos que exijam novos fechamentos e, consequentemente, novos transtornos.


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