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  • Eli Borochovicius

3 dicas para quem não consegue guardar dinheiro


Se você não consegue guardar dinheiro, ainda que entenda a importância de poupar, é possível que essas dicas simples lhe ajudem.

O dinheiro que fica na carteira serve para os pequenos imprevistos, mas é incrível como ele voa. Eu mal abastecia a carteira e ela já precisava de recarga.

Estava na metade do mês e batia o desespero de como resolver o problema de falta de recursos para o cumprimento das obrigações assumidas. Parecia que as contas brotavam da mesa de trabalho. Era me livrar de algumas e chegavam outras.

Quando tudo parecia perfeito, eu recebia a minha fatura de cartão de crédito, que parecia ter fermento. Os números cresciam sem explicação. Imaginava ter gastado muito menos do que a fatura, acertadamente, trazia.

Eu estava farto das dicas de educação financeira que mostravam onde investir o dinheiro. Que dinheiro? Aquele que não sobrava?

Se você se identificou com qualquer uma dessas situações que eu passei, talvez essas dicas simples te ajudem.

1. Esconda o dinheiro de você.

Para evitar as armadilhas do marketing e comprar por impulso, não ter dinheiro é a solução. É melhor não ter dinheiro para as pequenas coisas do que não ter dinheiro para pagar as contas.

No começo eu andava sem dinheiro nenhum na carteira, depois passei a andar com alguns reais para as emergências e quando me dei conta de que tudo para mim era emergencial, voltei a zerar o compartimento. Nada de dinheiro vivo.

Essa historinha de que precisa ter dinheiro para os imprevistos comigo não funcionou. Andava sem dinheiro e pronto. Deixei de comprar muitas coisas que eu não precisava pela falta de dinheiro e isso me ajudou bastante.

2. Planeje o seu mês.

Não é novidade para ninguém que fazer planejamento é importante, mas por que não fazemos? Porque dá trabalho e nos impõe limites. O dinheiro é meu e eu faço com ele o que eu bem quiser. Pelo menos era assim que eu pensava.

Planejar o mês não é tão difícil quanto parece. Aprendi a classificar os meus gastos e dar um nível de importância a eles. Os de nível 1 não dava para abrir mão, os de nível 2 são aqueles que me traziam conforto e os de nível 3 eram os abusos mesmo, supérfluos, desnecessários mas que me faziam sorrir. Depois disso, passei a analisar as quantidades de consumo desses três níveis.

Foi assim que descobri que não precisava de 3 pontos de TV a cabo, o pacote super mega blaster era completamente desnecessário, a internet não precisava ser turbo, os alimentos venciam antes de serem consumidos, os banhos poderiam ser mais curtos (olha aí a economia de recursos naturais), os equipamentos não precisam ficar todos ligados na tomada e por aí vai.

Isso me parecia uma enorme bobagem, mas foi assim que fiz e passei a pagar as minhas contas e fazer poupança.

Cabe aqui observar que em nenhum momento cortei por completo aquilo que eu classificava como nível 3, ou seja, não deixei de fazer as coisas que me faziam feliz, só dosei melhor para evitar os desperdícios.

3. Concentre os gastos.

Esse negócio de ter 2 cartões de crédito, talão de cheques, dinheiro, PayPal, PagSeguro, cartão de débito, Dotz era o máximo, mas confesso que eu me confundia todo. Passava um tempão tentando me organizar.

Se isso era um problema, o eliminamos. Passei a usar 1 cartão de crédito e 1 cartão de débito, que por economia de espaço e bom senso, é uma coisa só.

Valores acima de R$20,00 tinha que ser no crédito e ponto final. Se o vendedor não aceitasse, eu procurava quem pudesse me atender, mas não abria mão do meu modelo de gestão financeira.

Ao final do mês, estavam todos os gastos ali. Mais fácil de enxergar, mais fácil de analisar e mais fácil de me irritar com os gastos desnecessários, que me faziam retornar à tabela de planejamento do mês seguinte.

Muitas pessoas falam em abolir o cartão de crédito, mas se usado com inteligência, é um amigo da organização financeira, em especial, por poder acessar o saldo em tempo real e a qualquer momento.

Entendo que essas 3 dicas são uma forma simples de você se enganar, mas foi me enganando que consegui equilibrar minhas finanças.

A premissa básica das finanças é pague-se primeiro e 10% da renda liquida familiar faz parte do nível 1 da minha tabela.

Se você acredita que isso possa te ajudar, faça o teste e depois me conta.


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